Um homem, de 27 anos, foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) suspeito de sequestrar um professor universitário, de 42, em Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O objetivo do investigado seria obrigar a vítima a transferir dinheiro via Pix.

O delegado responsável pela investigação, Roberto Veran, revelou que o inquérito policial foi concluído. “O investigado foi indiciado pelos crimes de roubo duplamente majorado e extorsão qualificada pela privação de liberdade da vítima. As penas somadas ultrapassam 30 anos. O suspeito já tinha passagem policial por roubo, tráfico de violência doméstica”, contou.

Investigação

De acordo com o apurado, além do homem de 27 anos, um jovem, de 19, que conduziu o veículo da vítima, também estaria envolvido. O crime ocorreu na noite do dia 27 de julho deste ano. A dupla, utilizando arma de fogo, abordou o professor, que conduzia um veículo na área central de Betim. “A vítima foi obrigada a descer e entrar no banco traseiro do automóvel, enquanto um dos suspeitos assumiu a direção do veículo e passaram a rodar com ele em vários bairros de Betim”. O delegado ainda acrescenta que a primeira exigência deles foi saber se existia a possibilidade de transferência via Pix. Mas a vítima relatou que não tinha o aplicativo. Então, eles resolveram que a vítima teria que sacar o dinheiro em um estabelecimento comercial, em uma farmácia”, contou.

A dupla decidiu se dirigir ao bairro Bandeirinhas, onde, ainda dentro do veículo, o suspeito de 27 anos roubou aliança, anel, celular e cordão de ouro da vítima. “A dupla parou o carro em uma drogaria e um deles acompanhou a vítima com arma de fogo para que ela efetuasse o saque. A vítima tentou sacar no caixa eletrônico do estabelecimento as quantias de R$ 1 mil e R$ 500, mas ambas as transações foram bloqueadas pelo sistema de segurança bancário. Por fim, a vítima conseguiu retirar R$ 300, que foram repassados ao suspeito”, revelou o delegado.

Insatisfeito com o valor recebido, o investigado de 27 anos exigiu que a vítima fizesse compras para ele no mesmo estabelecimento. “Para a sorte dele [a vítima], a Polícia Militar começa a montar uma blitz do lado de fora. O investigado percebe a movimentação da Polícia Militar e foge com os bens subtraídos e o dinheiro. O outro autor, o partícipe, que permaneceu na direção do veículo da vítima, foi preso no dia do crime”, disse.

Após a conclusão do inquérito policial e a expedição dos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, a equipe da 2ª Delegacia de Polícia Civil em Betim, responsável pelas investigações, prendeu o foragido no dia 9 de setembro. Com o preso, foi apreendido o revólver calibre 38 utilizado no crime.

As investigações levaram à identificação de outras vítimas do investigado, que permanece no sistema prisional à disposição da Justiça.