A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), atenta ao contexto de aumento do preço de combustíveis veiculares em decorrência da greve de caminhoneiros, recém finalizada na tarde desta sexta-feira (22/10), realizou hoje operação em Belo Horizonte e Região Metropolitana para fiscalização de postos fornecedores. Ao todo, 50 postos foram visitados pelos policiais civis.

Conforme explica o chefe do Departamento Estadual de Investigação de Fraudes, delegado Júlio Wilke, a ação policial foi organizada a partir de denúncias de consumidores reunidas desde ontem pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), relatando preços abusivos cobrados por postos da capital e outras irregularidades, como ações de reserva e estocagem ilegal. “A partir dos levantamentos, organizamos um roteiro para fiscalizações com quatro equipes do Departamento, totalizando 50 policiais civis empenhados em ações operacionais e de inteligência”, informou.

Dois dos estabelecimentos fiscalizados em Belo Horizonte, localizados nas regiões Centro-Sul e Barreiro, apresentaram indícios de preços abusivos e serão investigados pela Decon. Um dos postos, inclusive, voltou o preço indicado no painel obrigatório com a chegada da polícia, com redução significativa de 30 centavos no litro do etanol e 20 centavos no de gasolina.

A titular da Decon, delegada Danúbia Quadros, adiantou que a PCMG continua atenta a novas denúncias que possam surgir nos próximos dia. “Os responsáveis pelos postos que estamos investigando, se constatadas irregularidades, podem responder por crimes contra as relações de consumo, previstos na Lei 8137/90”, conclui.

As denúncias podem ser encaminhadas à polícia por meio do Disque Denúncia Unificado 181 ou 197. O sigilo é garantido.